nans @ 20:49

Dom, 30/09/12

Uma leitura agradável, é isso que melhor descreve este livro.
O que mais me surpreendeu neste livro foi que as pistas estão todas lá e mesmo assim consegue surpreender-nos no final, deixando-nos a pensar; "como raio é que tal não me ocorreu? estava tudo lá, era só juntar as peças".
Estaria a mentir se dissesse que o livro não é uma versão feminina de Harry Potter, misturado com Academia de Vampiros e um pouquinho de Sangue Fresco. E tenho que confessar que isso me deixou apreensiva no incio, mas á medida que vamos lendo, essa apreensão vai desaparecendo e vamos encarando Sophie Mercer como a heroína e não a versão feminina de Harry Potter.
E tenho a dizer que o sarcasmo e piadas lançadas pela autora no decorrer da história dá mais um ponto positivo ao livro
Está escrito na primeira pessoa e a linguagem utilizada é bastante simples, o que proporciona uma leitura fluída e agradável.
Estou ansiosa que venha o próximo e acho que não preciso de dizer que o recomendo como leitura agradavél.


E só uma curiosidade ... a capa! Uma das primeiras coisas que Sophie (caso não tenham percebido, é a personagem principal e a rapariga representada na capa) conta no livro é que não é nenhuma Sabrina, A Bruxinha Adolescente, e que não anda com um gato preto atrás. Aliás, ela salienta que é alérgica a gatos.
De resto, a capa até tem imensa ligação com a história.


Sinopse;
"Virei-me para sair, mas a porta fechou-se a poucos centímetros da minha cara. De repente, um vento pareceu soprar através da sala e as fotografias nas paredes chocalharam. Quando me virei de novo para as raparigas, estavam as três a sorrir, os cabelos a ondularem-lhes a volta dos rostos como se estivessem debaixo de água.
O único candeeiro da sala tremeluziu, e apagou-se. Eu apenas conseguia distinguir faixas prateadas de luz que passavam sob a pele das raparigas, como mercúrio. Até os seus olhos brilhavam.
Começaram a levitar, as pontas dos sapatos regulamentares de Hecate mal tocando a carpete musgosa. Agora, já não eram rainhas do baile de finalistas, nem supermodelos – eram bruxas, e até pareciam perigosas.
Apesar de me debater contra a vontade de cair de joelhos e colocar as mãos acima da cabeça, pensei, “Eu também seria capaz de fazer aquilo?"


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