nans @ 23:52

Dom, 30/09/12

Dizer que fiquei completamente rendida por este livro é pouco. Foi uma enorme surpresa.
Uma escrita actual e descontraida, que faculta uma leitura simples e agradável. Tudo isto, com uma pitada de erotismo e boas cenas bélicas, sem a necessidade de excesso de descrição.
Acho que se tivesse lido este livro antes de Setembro de 2010, todo o seu significado e fascinio teria sido perdido, porque eu estive lá, eu estive em Edimburgo e nas Highlands, eu caminhei pela Royal Mile. Portanto, para mim, foi bastante fácil imaginas os cenários, o traje, o Castelo de Edimburgo e a sua tomada, as colinas nas Highlands, os lagos, tudo, foi tudo tão fácil e claro como nunca antes me tinha acontecido durante a leitura de um livro.
E todas essas sensações tornaram o livro em algo demasiado viciante, era-me impossivel parar de ler, porque era como se eu estivesse a viver plenamente aquela história.
E depois temos a componente histórica. Não sei se já referi, mas sou completamente apaixonada pela história da Escócia desde de que vi o Mel Gibson de kilt e mais do que qualquer outro livro, neste, aprende-se imenso sobre as leis existente nos clãs e a irreverência que os escoceses representavam na altura, ao colocarem as mulheres a mandarem nos seus homens. Tudo isto junto, torna o livro ainda mais interessante.
E depois temos a velha e costumeira pergunta; os ingleses consideravam os escoceses uns selvagens, mas eram eles quem destruiam, que violavam e desrespeitavam tudo. Nunca fui capaz de compreender o porquê das pessoas desdenharem algo sem primeiro olharem para elas mesmas e nesse livro isso é uma questão bastante presente.
Não sei, talvez seja pelas descrições explicitas das torturas, das violações, da crueldade, mas a verdade é que é impossivel não se ficar revoltada ao ler este livro, porque está ali, a cena descrita com todos os pormenores, a verdade nua e crua, sem tentar contornar o assunto, dizendo simplesmente que esta ou aquela foi violada ou que este ou aquele morreram. Não, está lá tudo descrito.
Para terminar, o momento do livro que mais me arrepiou, sem sombra de dúvida foi quando ela está contar o ponto de vista de uma personagem e corta para o ponto de vista de outra que está a ser executada, voltamos ao ponto de vista de uma outra personagem e volta a cortar para o ponto de vista de uma outra personagem que está a ser executada. Dito assim parece não ter nada demais, mas é perturbador, porque estamos a ler que uma personagem está a fazer algo perfeitamente normal na vida dela e depois corta para um simples paragrafo, onde é descrito como é que o sol bate no machado e este tomba para cortar a cabeça a alguém.
Em suma, um excelente livro. Leiam, vale muito, mas mesmo muito, a pena.


Sinopse;
Numa época em que a guerra civil dividia a nação, Anne acreditou que podia bater-se com os melhores guerreiros. Pela espada. Por convicção. Por paixão. A Rosa Rebelde conta-nos a fascinante e turbulenta história de uma notável figura histórica, Lady MacIntosh, que ficou conhecida como coronela Anne. Foi uma heroína das Terras Altas da Escócia, uma encantadora rebelde, uma Braveheart que arriscou tudo, incluindo a sua vida, por amor ao seu país e ao seu rei. Fruto de uma cuidada investigação histórica, e com notável mestria, Janet Paisley criou uma extraordinária história de amor, conflito, lealdade e traição que se lê compulsivamente. Uma sensual aventura histórica, repleta de emoção, protagonizada por uma heroína apaixonada e irresistível.


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