nans @ 15:43

Dom, 14/10/12

Não me canso de salientar, estão completamente viciada nesta saga e vai ser um problema enorme quando se acabarem os livros (estou a terminar o do Gideon e depois só tenho mais dois o que faz com que depois tenha que esperar até Fevereiro pelo próximo).
Enquanto lia o livro do Aeron foi-me impossivel não me lembra do livro do Valerius da saga dos Predadores da noite. Chamo a esse livro "o fim do mundo em cuecas" porque é quando são revelados imensos pormenores da saga e muitas perguntas são respondidas. Bem, o livro do Aeron é assim, até agora, na minha opinião, é o livro essencial da saga e se não querem apanha spoilers, podem parar de ler a review agora mesmo.
Fora reviravoltas atrás de reviravoltas e apesar de saber que a senhora Showalter não iria dar um final triste ao casal principal, é sempre interessante ver como eles chegam a ele. Mas estou a adiantar-me, vamos pelo inicio.
Nunca, mas mesmo nunca, me passou pela cabeça que tanto o Cronos como a Reia albergassem demónios. Quer dizer, faz sentido, porque eles eram prisioneiros no Tártaro quando os Deuses aprisionaram os demónios, mas foi algo que não associei e que não previ-a que acontecesse. Sim, eu tenho a mania de prever as coisas que vão acontecer nos livros e muitas vezes acabo por acertar.
Quando soube desse pormenor, fui buscar o Bonus Guide e estive a ler a lista dos demónios. Bem, agora os demónios que estão riscados naquela lista fazem sentido, porque são os dois demónios que tanto o Cronos como a Reia albergam.
Depois temos a revelação que a Reia está a ajudar os Caçadores que que, se virmos bem as coisas, esta luta é basicamente algo entre marido e mulher, só que o casal optou por não sujar as mãos e arranjar alguém que tratasse dos seus problemas.
E o reencontro entre Aeron, Baden e Pandora? Fenomenal, ainda por cima, a senhora Showalter já afirmou que prentende recorrer á personagem Pandora num futuro e que ainda vai dar que falar.
Depois temos a morte do Aeron. Ela matou-o. A escritora matou a personagem principal do livro. Okay, eu sei que ela iria arranjar uma maneira de o trazer de volta, mas mesmo assim, é incrivel como ela teve coragem para fazer isso. E as consequências da morte do Aeron ... fenomenal. Agora faz todo o sentido que o Cronos tenha guardado a alma da Sienna. Não foi apenas para atormentar o Paris, mas também para ela albergar o demónio do Aeron, Raiva, quando ele morresse. Onde raio é que ela foi buscar essa ideia de génio?
E depois destas revelações todas, o casal principal. Confesso que o Aeron nunca foi uma das personagens que me chamasse muito a atenção. Compreendo a importância dele, mas não estava muito curioso em relação á história dele e sinceramente, tirando o propósito da morte dele, a história em si continua a não me suscitar muito interesse ou curiosidade. Incrivelmente, tal como aconteceu com o Valerius dos Predadores da Noite.
Não gostei da Olivia. Acho que é a primeira personagem feminina desta saga de que não gosto. Ela é um anjo e age como uma ordinária autentica. Eu percebo o que a escritora queria fazer ao criar um anjo que é ousado e atrevido, mas, na minha opinião, apenas a tornou pouco credível e ridicula. Muito provavelmente o objectivo era romper com a crença que os anjos são seres puros e celestiais, mas a escritora optou por fazer o contrário. Tornar o anjo atrevido ao inicio e mostrar a natureza pura no final do livro. Para mim, tal não funcionou.
Acho que a única altura em que gostei de algo da personagem Olivia foi quando ela roubou a Capa da Invisibilidade ao Galen. Acho que foi o único acto que realmente a fez parecer um anjo.
Mas, e há sempre um enorme mas, tenho que confessar que até agora este foi o livro mais erótico da série. Há que apontar os defeitos, mas também há que apontar as qualidades.
Também temo a personagem Legião ... não gostei dela, mas também não a odiei e sei que ela terá um papel importante na saga (provavelmente com o Galen), mas por norma não gosto de personagens demasiado obsessivas, que foi que me apercebi que a Legião era no decorrer do livro. Obsessiva e demasiado maldosa.
E ri-me. Mas ri-me a bom rir, graças, claro está, ao Torin. Mas foi daquelas cenas em que uma pessoa está a ler ás altas horas da noite e tem que morder a almofada para não soltar uma gargalhada e acordar o povo cá de casa.
E depois de ler este livro, fiquei mesmo muito, muito, muito curiosa para ler o do Strider. Não direi que também estou curiosa com o do Gideon (que consegue quase igualar o Torin como meu preferido) porque sinceramente já o estou quase a acabar e tenho a dizer que ler 24 horas seguidas tornou-se bastante fácil se o livro for sobre os Senhores do Submundo.

Sinopse;
Teria valido a pena renunciar à imortalidade por ele? O guerreiro imortal Aeron andava há semanas a sentir uma presença feminina invisível. Tinham enviado um anjo ou um demónio ou um assassino para o matar. Olivia disse-lhe que tinha caído do céu e renunciado à imortalidade porque não podia suportar fazer-lhe mal. Mas confiar em Olivia e apaixonar-se por ela pô-los-ia a todos em perigo. Como é que aquela «mortal» de grandes olhos azuis tinha conseguido despertar a paixão obscura em Aeron? Agora, com um inimigo a persegui-lo de perto e com a sua fiel companheira diaba decidida a desterrar Olivia da sua vida, Aeron ver-se-á preso entre o dever e um desejo apaixonado. E o pior de tudo: tinham enviado outro verdugo para fazer o trabalho que Olivia não quis fazer.