nans @ 15:50

Dom, 14/10/12

Estava ansiosa por este livro e ele acabou por se tornar uma das maiores desilusões literárias que já "sofri".
Depois de ler o primeiro volume, queria ler este para cimentar a minha opinião, uma vez que fiquei um pouco dividida depois de ler o primeiro volume.
Não consigo apontar nada de positivo neste livro por muito que o queira fazer. Em determinadas alturas até cheguei a pensar que o livro roçava a fronteira do ridiculo. Mas vamos lá por pontos.
Comecemos pelos diálogos. O grande defeito da autora é a pouca imaginação para construir diálogos, por isso a maioria do livro é á base do ponto de vista da Cassandra e quando existe várias falas juntas é o "aviso" de que vêm aí uma suposta cena erótica.
Outro defeito da escrita desta autora é a descrição tal como referi na review do livro anterior. Demasiada descrição, deixando pouco para a imaginação do leitor. Descrição é boa, descrição a mais é má. A autora quer tanto "mostrar" ao autor o cenário que acaba por fazer com que o leitor perca completamente o fio à meada. Ela começa a falar de nabos (é óbvio que isto é um exemplo que acabei de inventar), está a descrever os nabos e o que os rodeia, pelo meio descreve as couves e as cenouras, ainda descreve a lagarta que passeia pelas couves e depois volta aos nabos, mas nessa altura já o leitor se esqueceu deles porque ela meteu tanta coisa ali pelo meio que no meio de tanta coisa uma pessoa já nem se lembra que tudo aquilo começou com os ditos nabos.
Em resumo, o leitor esquece o que se tinha passado anteriormente porque a sua atenção já se desviou disso e a mente está mais do que confusa com tantos pormenores.
Depois ainda temos as cenas mais eróticas. Confesso que gostei das cenas eróticas que ela descreveu no primeiro livro. Chamava as coisas pelo nome, criou algum suspence e tinha a pitada certa de erotismo. Esqueçam isso neste livro.
Finalmente a Cassie decide perder a virgindade com o Tomas e aquilo foi a cena mas sensaborona que eu já li. Foi como se de repente a autora tivesse ficado constrangida e tivesse medo de chamar as coisas pelos seus nomes. Por isso, nada de cenas eróticas ao bom estilo SK ou Showalter.
E por fim temos a loja de tatuagens do Mac. É estranho que sempre que lia sobre ela a única coisa que me vinha á cabeça era a Carrinha Mágica? Sabem, aqueles desenhos animados em que a carrinha se transforma conforme o local que a professora e os alunos vão visitar.
Achei a ideia demasiado ridicula, juro. Uma loja de tatuagens que encolhe e se transforma numa das milhetas tatuagens do Mac e depois sai da pele dele e volta a ganhar o tamanho de uma loja normal? Desculpem mas essa ideia fica óptima em desenhos animados, péssima em livros sobre vampiros e seres sobrenaturais bad ass.
Em suma, não, não gostei nada do livro.

Sinopse;
Um recente legado tornou Cassandra Palmer herdeira do título de Pítia, a principal clarividente do mundo. É uma posição que costuma vir acompanhada de anos de treino, mas as circunstâncias de Cassie são um pouco… invulgares. E, agora, ela está presa a um forte poder que todos os vampiros, Elementais e magos da cidade querem monopolizar ou erradicar - e que ela própria não se atreve a usar. Além do mais, Cassie acabou de descobrir que um certo vampiro mestre arrogante lhe colocou um geis - uma reivindicação mágica que afugenta quaisquer pretendentes e que também pode explicar a atração… intensa que sente por eles. Mas está farta de ser manipulada e, a partir de agora, quem tentar fazê-lo descobrirá que ela é uma péssima inimiga...


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