nans @ 16:09

Dom, 14/10/12

Depois de tantos livros que li desta senhora, este não me apresentou nada de novo ... a não ser sexo pelo telefone. Okay, dito assim parece outra coisa, mas prontos. A verdade é que não há muito por onde variar nas cenas mais eróticas, porque os autores não querem ser muito puritanos, mas também não querem ser muito desavergonhados. A senhora Ward decidiu variar um pouco e acrescentou uma cena de sexo por telefone entre o Rehv e a Ehlena. Tirando o isso, o livro é mesmo de sempre, o tipico da Irmandade da Adaga Negra.
Algo que notei no livro do Phury e volta a repetir-se neste é que a autora dá mais importância as outras histórias do que ao casal principal e por muito que goste que as coisas não se centre apenas no casal principal, há limite para tudo e neste caso chega a ser um exagero.
Por esse motivo, decidi ir pelos pontos de vista presentes neste livro.
Wrath. Sim, a autora volta a recorrer a esta personagem e por muito que adore o rei vampiro, o livro dele já foi editado e a presença dele no livro Lover Avenged é tão reforçada que chega quase a ofuscar as personagens principais.
O rei mete-se em sarilhos por decidir sair de trás da secretária, arregaçar as mangas e matar uns minguantes. Acaba por ser descoberto e têm problemas com a rainha. Problemas no casamento e como se não bastasse, há uma plano para o assassinar e ele acaba por ficar cego (não como consequência do dito plano).
Confesso que sempre tive curiosidade por ler algo mais sobre as personagens que já tiveram o seu próprio livro, porque a autora dá-lhe o "final feliz" e depois nunca mais recorre a elas, mas também chega a ser um exagero a importância que o Wrath tem neste livro, porque é-lhe dada mais importância do que ao Rehv ou á Ehlena que são as personagens principais.
Depois temos o Lash. Nunca gostei da personagem, nem mesmo das passagens referentes aos minguantes. E neste livro cheguei mesmo a ponderar passar essas partes á frente porque para além de desinteressantes, elas apenas estavam ali para encher chouriços.
A sociedade minguante anda com problemas de dinheiro e como é que o Lash, o novo líder da sociedade, decide resolver isso? Trafico de drogas. Até aí tudo bem, mas que me interessa a mim saber que esta ou aquela transacção correu bem? Quer dizer, bastava escrever que eles estavam a ganhar dinheiro com o tráfico e estava feito, não é preciso meter palha só para o livro ser volumoso. Já para não falar o quão desinteressante chega a ser. Eu chegava ao cúmulo de para de ler quando chegava a essas partes, porque me dava sono e tinha que recuperar energias e vontade de ler. Sim, o Lash tem um papel importante, especialmente no próximo livro da saga, mas que me interessa que ele matou este traficante e comprou um apartamento com um frigorifico cheio de comida? O livro já é extenso, não precisa de palha.
Depois temos a Xhex e o John. Entre estes dois está tudo "normal". Quer dizer, a autora apresenta sempre o casal principal do próximo livro antes deste ser escrito, por isso ... informação essencial e bom desenvolvimento.
A Xhex "destrói" a inocência do John ao tirar-lhe a virgindade, fazendo com que ele se torne um mini Qhuinn, com um vício em alcool.
Gostei bastante de ver a Xhex mais "humana", por estamos habituadas a ver a Xhex como uma bad ass e que não atura merdas de ninguém, mas quando o Rehv desaparece ela fica completamente desnorteada, já para não falar o quão destroçada ela fica quando vê o que o John está a passar.
Por fim, antes do casal principal, temos o Tohr. Nunca foi daquelas personagens que me chamasse a atenção, mas desta vez foi impossivel ... ele vem acompanhado por um estranho anjo que já apareceu no livro anterior, Lassiter. Muitas gargalhadas dei á custa deste anjo. Toda a gente o que ver pelas costas e toda a gente lhe quer dar uma carga de porrada.
A história, supostamente, principal é a do Rehv e da Ehlena. É impossivel uma pessoa não gostar deles. Confesso, a Ehlena está longe de ser a minha personagem feminina preferida, mas depois de se ver o percurso da personagem, é impossivel não se ficar feliz por ela ter o seu final feliz.
O Rehv. Finalmente ... o homem merecia um pouco de felicidade e neste livro é óbvio a vida infernal que ele passou, já para não falar no seu acordo com "a princesa". Que é meia irmã dele. Yup, a senhora Ward esqueceu-se desse pormenor no livro anterior.
Tenho a dizer que se alguém encontrar um homem como o Rehv, encontrou o "el dourado", porque o homem é mesmo uma coisa rara e a história dele é tão trágica como a do Zsadist.
Não posso também deixar de referir o Saxton ... a grande entrada do Saxton que promete abalar o mundo do Blay, o que me faz ansiar por ler o próximo livro.

Sinopse;
Ward powers into hardcover with the tangled seventh title in the Black Dagger Brotherhood series, picking up four months after the end of 2008's Lover Enshrined. Rehvenge, a symphath vampire who gets energy from manipulating others' emotions, is recruited by a group who want to displace vampire king Wrath, a gruff, determined vigilante. Rehvenge is also falling hard for vampire nurse Ehlena, who disdains his affections and focuses on caring for her ailing father. Ward easily juggles numerous personal and political plot lines, keeping the tension revved high while moving forward with subplots that have lingered for several books and will please longtime fans seeking resolution. New readers may be a little lost despite a helpful glossary, but the fast pace and cliffhanger ending will have fans wishing they could start the next book right away.