nans @ 16:10

Dom, 14/10/12

Dizer que gostei e que ao mesmo tempo fiquei furiosa com este livro, é pouco. 
A verdade é que pouco ou nada tenho a dizer em relção ao casal principal, John e Xhex, porque a história é sempre a mesma, saindo pouco do habitual da saga. Esperava mais? Sim, muito mais, afinal é o John e a história dele e da Xhex já vem sendo construida desde o livro do Rhage (ou do Zsadist?). 
No final do livro do Rehv a Xhex foi raptada pelo Lash e a primeira coisa que me veio á mente quando comecei a ler este livro foi "Bella & Zsadist all over again". Não estive muito longe disso, apesar do John não ser uma personagem tão violenta quanto o Z. E talvez sejam as semelhanças entre os dois livros que me fez achar o livro tão desinteressante e interessante ao mesmo tempo. Não é segredo nenhum que, apesar de o Z não ser a minha primeira escolha como personagem preferida (cofcofvishouscofcofqhuinncofcof), o livro dele continua, até hoje, a ser o meu preferida em toda a saga. 
E depois temos as relações entre as personagens. E há tantas falhas a esse nível que nem sei se vou conseguir enumerar todas. 
A Beth e o John, esse foi o enorme falhanço do livro. Eles são meios-irmãos e a relação deles não foi muito aprofundada nos livros anteriores e acho que, sendo o livro do John, a autora deveria de ter aprofundado mais isso. No decorrer do livro eles nunca estão juntos, a Beth nunca vai confortar o irmão, é quase como se fosse estranhos. E depois, como obra do espírito santo, eles vão comprar um colar para o John oferecer á Xhex. 
Depois temos a relação do Qhuinn e Blay com o John. Nos livros anteriores vemos o trio sempre junto e neste isso é quase uma miragem. É como se eles não passassem de simples camaradas e por mero acaso lutam lado a lado e nada mais. 
As relações existentes nos livros anteriores parecem desaparecer neste livro e essa é, na minha opinião, a maior falha do livro. 
Depois das relações existentes/inexistentes, temos a história de dois jornalistas que aparece completamente desconectada da história da irmandade e é aí que a autora ganha pontos. A história desses dois jornalistas, que estão a investigar uma pousada assombrada, não tem nada de mais e muito menos é interessante, mas deixa uma pessoa intrigada. Quer dizer, estamos a ler uma história de vampiros e ali no meio aparece uma equipa de jornalistas a perseguirem fantasmas ... o que raio tem uma coisa a ver com a outra? Será que o gajo (é um casal) vai ser o novo vilão? Será que a história não tem nada a ver com a saga e foi apenas inserida no livro para o leitor dar cabo dos neurónios a pensar o que raio tem uma coisa a ver com a outra e no fim não ser nada? Yup, eu pensei nisso, porque á medida que me aproximava do final do livro (a cerca de 10 páginas do final do livro, mais coisa menos coisa) e o mistério ainda estava por resolver. Mas era ... era algo. 
Bem, no livro do Rehv, a Xhex afirma que teve um amante que por acaso era um membro da Irmandade, Murhder, e que se passou quando descobriu que ela era Sympath e tentou resgatá-la da colónia. Oras, o dito fantasma é nem mais nem menos que o nosso amigo Murdher. O que me leva a pensar "ora mais um irmão, mais um livro".
E juro que o suspence fica todo por aqui. Ao longo do livro é-nos apresentada passagens da vida do Darius, o pai do John, e ele e o Tohr salvam uma vampira que acaba por aparecer grávida de um Sympath. Nenhuma surpresa, porque acho que é demasiado óbvio quem é o bebé.
Ponto positivo; a mudança na Xhex. Pela primeira vez ela é apresentada como uma personagem com sentimentos, vúlneravel ... capaz de amar e ser amorosa. Mas quando é para dar uma carga de porrada em alguém, ela volta a ser a Xhex que se vê nos livros anteriores. E passa o livro sempre nessas transições, o que estranhamente até gostei.
E agora as restantes personagens ... 
Eu juro, mas é que juro mesmo, que se a senhora Ward não juntar o Qhuinn e o Blay, eu deixo de ler os livros e encarrego-me pessoalmente de estraçalhar o Saxton e a Layla. Sim, porque aposto que serão eles os motivos mais óbvios para aqueles dois não ficarem juntos.
Confesso, eu gostei do Saxton quando ele foi apresentado no "Lover Avenged", mas não gostei do Saxton que encontrei neste livro e não, não foi por o Blay ter perdido a virgindade com ele. O Saxton é-nos apresentado, neste livro, como uma personagem desavergonhada e ... vá, á falta de melhor palavra, atiradiço. Demasiado atiradiço. Não gostei.
A Layla ... bem, nunca foi uma personagem que me chamasse a atenção e quando o fazia, era pelas piores razões. Básicamente não há outra palavra para a descrever que não seja "prostituta". Primeiro, queria ir para a cama com o Rhage, depois com o Phury e agora ... surpresa ... com o Qhuinn. Pergunto-me quem se seguirá quando o Qhuinn lhe der com os pés.
Mas ... e obrigado senhora Ward ... ela criou ali momentos bastante bons entre o Qhuinn e o Blay e tenho a dizer que adorei quando o Qhuinn ficou todo possessivo com o Blay, porque ele ia ter um encontro com o Saxton, e acabou por se "chibar" todo e deixou que o seu aroma de macho acasalado fluísse ... POR CAUSA DO BLAY!!!!
Eu espero bem que ela junte aqueles dois e o mais rápido possivel, porque a saga está mais do que a perder o interesse e a maioria dos fãs (como tenho andado a descobrir) está a deixar de ler a saga.
E prontos, o livro seguinte desta saga é o da Payne e ... não tenho qualquer curiosidade de o ler. Verdades é para se serem ditas e da maneira que a saga está a perder qualidade, eu até tenho medo dos livros seguintes.

Sinopse;
John Matthew has come a long way since he was found living among humans, his vampire nature unknown. Taken in by The Brotherhood, no one could guess what his true history was-or his true identity. 
Xhex has long steeled herself against the attraction to John Matthew. Until fate intervenes and she discovers that love, like destiny, is inevitable.