nans @ 20:35

Dom, 30/09/12

Facto curioso sobre este livro; foi editado pela primeira vez em 1872, um ano antes da morte do autor.
Pode-se dizer que, actualmente, é um clássico camuflado. Porquê camuflado? Porque ninguém lhe dá o devido valor. Não que seja um grande livro (em termos numéricos tem apenas 150 páginas e é considerado um conto), mas se tivermos em conta que foi ele que influênciou Bran Stoker, o caso muda de figura.
É bom ler uma linguagem mais cuidada, com os seus maneirismos caracteristicos da época. É quase como uma lufada de ar fresco que diferencia este livro sobre vampiros dos milhentos que actualmente estão a ser editados.
A história em si, a meu ver, não é nada de fantástico, mas não deixa de ser interessantes, especialmente se tivermos em conta que subtilmente interage com o leitor.
O livro, ou conto, está escrito como se fosse uma enorme carta que relata os acontecimentos desde de que a "jovem" Carmilla chega á mansão onde decorre á acção, contada por Laura como forma de relatar os estranhos acontecimentos.
Sinceramente, um livro obrigatório para qualquer amante das obras literárias (e não só) relacionadas com vampiros. E também, é de fácil leitura, tal como referi, o livro conta apenas com 150 páginas.


Sinopse;
Uma mulher sedutora visita uma mansão isolada do Sul e rapidamente se torna amiga da jovem filha da família, mas uma série de assassínios acaba por a denunciar como uma vampiresa com poderes hipnóticos letais. Carmilla viria a influenciar directamente a apresentação que Stoker faz do vampiro, sobretudo no que se refere ao modo como trata as vampiresas que atacam Jonathan Harker nos primeiros capítulos de Drácula. Na verdade, de todos os contos de vampiros escritos em Inglaterra no século dezanove, Carmilla é o único sobre o qual se pode dizer que teve alguma influência directa em Stocker quando este autor escreveu Drácula.